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Sábado, 19 de Maio de 2012

Precisamente a expansão e aumento da capacidade das redes, tanto física quanto sem fio, juntamente com melhorias na tecnologia médica digital, propiciaram a expansão da telerradiologia na primeira década do século XXI. Seu desenvolvimento tecnológico e disponibilidade abriram um grande debate entre profissionais, gestores e instituições de saúde sobre seu uso e sua regulação. 

 

Semelhante ao contexto brasileiro, o crescente uso do diagnóstico por imagem, o desenvolvimento de hospitais com avançados equipamentos de radiologia, a escassez de radiologistas, a alta demanda por atividades relacionadas à saúde em uma sociedade de bem-estar e o aumento da demanda por diagnósticos imediatos estão entre os fatores que introduziram a telerradiologia na Espanha, com suas vantagens, e, claro, a discussão de seu impacto sobre as organizações de saúde, os negócios relacionados e o papel do radiologista. 

 

Segundo estudos, os serviços de radiologia de emergência estão em um processo de crescimento exponencial, as urgências representam cerca de 30% a 40% do total de exames realizados. Por isso, entende-se que a existência de radiologistas locais na área de emergência está se tornando cada vez mais importante, visto que são responsáveis pela análise do histórico do paciente, realização e/ou supervisão dos exames, tendo impacto imediato sobre o tratamento dos pacientes.

 

Em casos de urgências, a telerradiologia pode trazer inúmeros benefícios para os pacientes e profissionais, não apenas em situações nas quais existe falta de radiologistas, mas em aspectos como: a consulta de especialistas e revisão de imagens online sem ter a necessidade de deslocamento do paciente. Para isso a telerradiologia deve estar inserida num contexto legal, respeitando sempre os padrões de proteção de dados e confidencialidade do paciente.

 

A telerradiologia não tem como finalidade a redução de custos de um serviço, mas sim a garantia de uma assistência radiológica de qualidade. Ela deve ser uma atividade utilizada para melhorar a assistência ao paciente, visto que se mal implementada pode colocar em risco a sua segurança e a qualidade do atendimento oferecido.

 

Serviços de telerradiologia devem ser dirigidos por radiologistas para manter o atendimento multidisciplinar e ajudar a elevar a qualidade do diagnóstico em casos complexos ou especializados. Devem desenvolver processos e diretrizes de ação claramente definidos e acordados para garantir o tráfego de imagens e informações clínicas, rever o pedido de exibição e realização de laudos e garantir a interação entre todos os profissionais envolvidos. 

 

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Guest 19 de Maio de 2012


CLIENTES SATISFEITOS


Dr. Antônio Clementino
Radiologista e Diretor do Centro de Imagem de Barra Mansa, RJ

“Com a Pró-Laudo nós passamos a atender melhor as urgências,
depois passamos para a rotina e agora nós estamos já prevendo um crescimento, em adquirir um serviço de ressonância magnética”